
Meu intenso interesse por domótica
[1] começou a querer se tornar concreto. Comecei apenas por tentar instalar as caixinhas de som que estão sobrando, que se usa em computadores, por toda a casa e controlá-las do meu notebook. Foi quando descobri que a referida habitação tinha problemas muito anteriores à domótica.... Acho importante informar que as coisas ficaram assim de tanto eu jogar Zathura
[2].
Na tentativa de organizar o contexto fiz uma lista dos problemas que vinham sendo a inspiração de várias piadas para os amigos que me visitam. Logo abaixo eu compartilho com meus leitores uma visão geral de tal inspiração.
Sala:
- Qualquer que seja a lâmpada que se utilize ela só funciona por alguns minutos;
- Chaves não funcionam, temos que usar uma entrada pela área de serviço.
Área de serviço:
- Chaves só funcionam por dentro. (Sim, eu desenvolvi um algoritmo especial para entradas e saídas da casa, de modo a garantir a possibilidade de tal fato e ainda zelar pela segurança. Obviamente, não poderei detalhar aqui.).
Banheiro 1:
- Pia entupida;
- O ralo flutua na hora do banho (entupido também);
-Descarga não funciona;
- Temos um chuveiro pirotécnico (estranho... eu o consertei recentemente.);
- Também temos uma Murta que geme.
Banheiro 2:
- É um anexo que está se desconectando. (Sério, dá medo.)
Copa:
- Temos uma porta de vidro de dois metros de largura, que não se move.
- Temos uma”espécie” de “controle remoto” da campainha (É o melhor que consigo em termos de explicações.). Desconfio que o morador anterior também tivesse iniciativas no campo da domótica. Mas me pergunto: Por que diabos alguém quer um controle remoto pra campainha?
Meu Quarto:
- Lâmpada acende sozinha. (Não é exatamente um problema, é uma evolução. Temos que aprender a conviver com essas inteligências.)
Cozinha:
- Lâmpada insiste em auto configurar sua potência luminosa.
Geral
- Temos uma conta d´agua de R$ 426,00. Não, não temos vazamentos nem torneiras pingando e lhes asseguro um consumo consciente. Eu desconfio de duendes.
- Algumas rachaduras nas paredes.
- Um vizinho que destrói diariamente nossa calçada por subir nela com o carro.
Sabe quando a nave Nabucodonosor é invadida pelas sentinelas? É assim que eu me sentia .Salve-me Obi-Wan Kenobi!
Inicia-se a reforma. Temos pedreiros que perseveram em chegar de manhã, mais cedo do que qualquer viciado em internet ou profissional de TI que atualiza servidores de madrugada (me enquadro nos dois casos) costuma acordar. Temos pisos trocados, paredes pintadas, anexos resgatados, encanamentos revistos. Descobrimos a existência de um cofre em um dos quartos: “Minha nossa! Tem um cofre aqui!” Seria um ótimo lugar pra guardar coisas em segurança... seria... se eu não tivesse achado tão legal e contado/mostrado pra todo mundo. Substituímos o medidor de água e a conta foi atualizada para o valor de R$32,00. Por fim o processo todo não foi tão estressante, graças ao meu ponto de vista.
Acho que os pedreiros também gostaram, eles saíram mais cultos desse serviço. Todos os dias na hora do café da tarde eu preparava um lanchinho e chamava o pessoal pra vir comer comigo. Nessa hora, eu aproveitava pra apresentá-los ao mundo nerd. Acreditem, qualquer pessoa é capaz de entender certas experiências com spins.
O algoritmo de entradas e saídas da casa continua o mesmo.
A parte elétrica continua expondo sua inteligência própria. Mas, eu mesma vou aperfeiçoá-la. A primeira coisa que qualquer pessoa interessada em automação residencial deve fazer é familiarizar-se com circuitos elétricos e normas de organização e segurança. Quarta-feira eu vou pegar meu certificado do curso de eletricista, o qual fiz com colegas de classe ligados à construção civil, o Jone, o Uochinton, o “seu Francisco”, o Dfdgjojoih (Eles me trouxeram lembranças do lanchinho cultural que acontecia aqui em casa). A aprovação da minha família na verdade é uma resignação antiga com a minha pessoa, que se apoiou na viabilidade cômica do fato. Ah sim, meus familiares estão exibindo rugas na testa que podem ser medidas em volts.