
Você tem um amigo virtual? Tem certeza? Já reparou que as faculdades anunciam “cursos à distância” e não “cursos virtuais”? Você já usou a palavra “real” como oposto de virtual?
“O que é virtual?” é o nome livro escrito por Pierre Lévy, filósofo do tema, mais aceito academicamente hoje. Segundo este autor, o real não é o oposto de virtual. Se você não concorda, explique porque você acha que a internet não existe. O virtual é a potencialização do real. No ciberespaço não existe limite de tempo ou espaço e não somos capazes de prever todas as conseqüências da disponibilização de alguma coisa virtualmente.
Um curso ou um amigo, para serem virtuais, deveriam possibilitar acesso total a qualquer pessoa a qualquer hora. Mas os cursos à distância podem ter acesso restrito de alguma forma, exemplo: acesso mediante pagamento. Também não possibilitam acesso total, já que o conteúdo é elaborado por professores e sua edição não é aberta a todos do ciberespaço, ou seja, não é virtual. E também, se você não pode cortar, reproduzir, matar seu amigo, ele não é virtual. Se disser que pode fazer isso com um amigo presencial e por isso achar que ele é virtual, pense que você não pode matá-lo quantas vezes quiser, pois existe o limite de tempo e espaço. (Não se deve matar amigos, hunf)
Seria legal um banco virtual. =P
A matrix é virtual? O conteúdo da Wikipédia é virtual, não?
E o que seria o oposto de virtual? Seria o atual. O Atual não é algo que existe pontencialmente , é algo que já é. O atual não foi e não vai ser, ele é atual, é limitado.
Apenas achei interessante estimular a pesquisa do uso correto da palavra virtual. Andei estudando e percebi que tal uso não é algo possível de se resumir em um post.
“O que é virtual?” é o nome livro escrito por Pierre Lévy, filósofo do tema, mais aceito academicamente hoje. Segundo este autor, o real não é o oposto de virtual. Se você não concorda, explique porque você acha que a internet não existe. O virtual é a potencialização do real. No ciberespaço não existe limite de tempo ou espaço e não somos capazes de prever todas as conseqüências da disponibilização de alguma coisa virtualmente.
Um curso ou um amigo, para serem virtuais, deveriam possibilitar acesso total a qualquer pessoa a qualquer hora. Mas os cursos à distância podem ter acesso restrito de alguma forma, exemplo: acesso mediante pagamento. Também não possibilitam acesso total, já que o conteúdo é elaborado por professores e sua edição não é aberta a todos do ciberespaço, ou seja, não é virtual. E também, se você não pode cortar, reproduzir, matar seu amigo, ele não é virtual. Se disser que pode fazer isso com um amigo presencial e por isso achar que ele é virtual, pense que você não pode matá-lo quantas vezes quiser, pois existe o limite de tempo e espaço. (Não se deve matar amigos, hunf)
Seria legal um banco virtual. =P
A matrix é virtual? O conteúdo da Wikipédia é virtual, não?
E o que seria o oposto de virtual? Seria o atual. O Atual não é algo que existe pontencialmente , é algo que já é. O atual não foi e não vai ser, ele é atual, é limitado.
Apenas achei interessante estimular a pesquisa do uso correto da palavra virtual. Andei estudando e percebi que tal uso não é algo possível de se resumir em um post.
2 comentários:
Post sensacional! Realmente, essa é uma palavra cuja conceituação andou sofrendo distorções e, portanto, uso indevido. :D
Aliás, "virtual" é uma palavra que a gente usa tão corriqueiramente, e que é tão importante, que a gente mal se lembra de pensar no seu real significado!
Parabéns pela idéia do post!
Muito inspirador a ideia da definicao do VIRTUAL. Para mim, o virtual esta presente em conjunto com o real. O real cria, e o virtual amplifica e cria a partir do real.
Bela reflexao.
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